13 ago

Tributo a Bruno Nunes

 

 

O show de Bruno Nunes, que acontecerá  na próxima quinta-feira (14), no Red River Café, foi transformado em um tributo ao cantor e compositor baiano, que faleceu no último domingo (03), de insuficiência respiratória. No evento – que começa a partir das 22h, com apresentação do jornalista Jony Torres – artistas, familiares e amigos cantarão músicas da autoria de Bruno e tantas outras que faziam parte do seu repertório. Na ocasião serão exibidos vídeos e leituras de textos.

 

Para iniciar a noite de homenagens, Jony vai ler um texto de Cris Moraes e em seguida Keko Pires, velho amigo e parceiro musical de Bruno Nunes, há 16 anos, abrirá o show cantando “As vezes Deus Exagera”. Também está programada a apresentação de grandes nomes da música local, como Armandinho Macêdo, Fernando Barreto (Mil Milhas), Gerônimo, Márcio Mello, Nino Moura, Diana Marinho, Octávio Américo (ex-Mar Revolto) e a filha do cantor, a pequena Giulia Brugni. No repertório, músicas como: “E Anda a Fila”, “Quente”, “Hey Jude”, “Corações Psicodélicos”, “Rádio Blá”, “Exagerado”, “Maior Abandonado”, “Ocean Song”, “Ó Paí Ó” e  “Efó Dádá”. Esta última, uma composição do artista em parceria com a apresentadora Katia Guzzo.

 

Homenagem ao cantor Bruno Nunes

Homenagem ao cantor Bruno Nunes

 

 

Sobre a obra de Bruno Nunes:

Considerado um dos nomes mais atuantes do rock baiano, Bruno Nunes compôs trilhas sonoras para documentários sobre a devastação da Amazônia como “Halting The Fires” ( BBC-Londres) e também para filmes como “Uma Avenida Chamada Brasil”, de Octávio Bezerra, ”Halting The Fires” (BBC Channel For-inglaterra),”The Life Liability” e ”A dívida da Vida” (BBC-Londres).

Para a televisão, ele compôs a abertura da minissérie “Sex Appeal” (Rede Globo); abertura do programa “Pesca e Companhia” (SBT/Record); tema para a novela “Champanhe” (Rede Globo); especial “Plunct Plact Zum” (Rede Globo); e “O Trapalhão na Arca de Noé”.

O cantor, que fez parte da “World Pop Experience”, movimento internacional que  rodou quatro continentes, criou, no início dos anos 90, a Escuna Elétrica (versão marítima do trio elétrico), que foi levada para o Festival de Montreux, na Suíça. Ele também foi responsável por criar o Trio do Rock, que completou 10 anos no Carnaval deste ano.

Bruno valorizava o rock dos anos 80 e participou de diversos projetos do gênero em Salvador, alguns deles ao lado de Armandinho Macedo, George Israel, do Kid Abelha, Keko Pires, Oyama Bittencourt, Lalinho, dentre muitos outros. Fora do país, marcou presença em diversas edições do Festival de Montreux, na Suíça, e outros festivais da Europa.